Angrosfera
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Aves Migratórias
Águas e Relevos
Vida nas Rochas
No litoral do concelho de Angra estão as maiores falésias da ilha, que se precipitam a mais de 150 metros em direcção a um oceano violento, que não se poupou a esforços para lhe arrancar pedaços, ajudado pelas manifestações sísmicas a que o posicionamento tectónico nos obriga a assistir. A esta modelação da costa acrescem aparelhos vulcânicos construídos no mar e esventrados por este, grutas escavadas pelas ondas revoltas, baías protectoras, falésias construídas em camadas descontínuas temporalmente, santuários na forma de ilhéus, línguas de lava derramadas mar adentro… e o mais que se pode ver por aqui.
Angra do Heroísmo
  Pico Matias Simão
Uma chaminé que formou um cone (agora metade) com diferentes tipos de produtos vulcânicos, intercalados por fases mais explosivas e outras menos gaseificadas e mais pastosas, com a lava salpicada a colar uma sobre a outra. É o melhor exemplo de um spatter cone na ilha Terceira. Explorar este local único, acessível por um rectilíneo caminho agrícola, permite observar as curiosas formas rochosas que o compõe, surpreendendo-se com as vistas sobre as arribas do litoral norte da ilha e com a encosta da Serra de Santa Bárbara onde o casario branco sobressai por entre o verde das pastagens, quadriculadas pelos muros de pedra negra.
 
  Ponta da Serreta
Com origem numa espessa escoada este rio de lava verteu para o mar, fazendo crescer a ilha, na obediência ao alinhamento induzido pelo Rifte da Terceira. No mar da Serreta se têm observado as últimas convulsões telúricas ocorridas na ilha. A rocha desta ponta, talhada pelas inúmeras tempestades e maresias, que varreram e arrancaram a capa fragmentada da negra breccia, apresenta agora os tons de cinza outrora camuflados. Para norte, depois das colunares disjunções da rocha, prolonga-se uma arriba vermelha matizada, que esconde águas quentes, evidência de uma geologia ainda activa.
 
  Águas Termais
Na rocha da Fajã da Serreta, um pouco a sul de uma ponta denominada Bico da Ponte, existia, pouco acima do nível do mar, uma poderosa nascente termal, fortemente gaseificada, conhecida muito apropriadamente por Água Azeda. Descoberta em 1855 e usada para fins medicinais desde então, foi abandonada a partir de 1980, quando as derrocadas desencadeadas pelo memorável sismo desse ano, destruíram a quase totalidade da escadaria aberta na arriba, impedindo o acesso ao local. Fica o registo dos vestígios que ainda sobejam e a lembrança de um recurso que além do saudável interesse foi durante alguns tempos uma curiosidade turística.
 
  Monte Brasil
É o maior aparelho vulcânico litoral dos Açores, com cerca de 1,4 km2. Esta península, de tufos erodidos pela acção do mar, nasceu há milénios da luta entre Neptuno e Vulcano, nas águas pouco profundas da litoral. Consequência da sua posição estratégica, das origens do nome às evidências edificadas, o Monte Brasil exala história em cada recanto que se descobre. É sobre o Pico das Cruzinhas, o miradouro de Angra do Heroísmo – Cidade Património da Humanidade, que se contempla uma das mais impressionantes panorâmicas. Deixando de balancear o olhar entre as baías de Angra e do Fanal e de toda a costa sul, vemos a cidade que sobe à Serra do Morião, numa corrida de 5 séculos.
 
  Ponta das Contendas
Formada por vários cones de escórias, como o Pico das Contendas e o Pico dos Cornos (ou da Maria Vieira) e escoadas lávicas basálticas que atingiram o mar, esta faixa litoral da Baía da Mina apresenta-se muito recortada, com enseadas rochosas, praias de calhau rolado e alguns ilhéus. É um local de paragem frequente daqueles que pretendem capturar a sequência dos ilhéus, do Feno (que parecem dois) do Garajau (onde apenas há pedra) e da Mina (bastante afastado dos primeiros).
 
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