Água e Saneamento

História

Os primeiros sistemas de tratamento e de transporte de água começaram por ser individuais, sendo os dejectos transportados em carroças para locais de despejo ou cursos de água, ou utilizados como fertilizante na agricultura, como era comum na China, deste tempo, remotos.

Com o crescimento das cidades tornou-se demasiado dispendioso transportar em carroças os dejectos de um número cada vez maior de habitantes. Os Romanos dimensionaram e construíram colectores debaixo das ruas para transportar a mistura de água e dejectos por gravidade para fora da zona urbana até valas ou cursos de água.

No entanto, com o declinar de seu Império, as suas técnicas e praticas de drenagem caíram em desuso. Muitas cidades criaram os seus sistemas de infra-estruturas mas sem planeamento, e geralmente conduziam as águas residuais a céu aberto. Devido a estas práticas ocorriam surtos epidemiológicos. Com o aumento da quantidade de água residual produzida e estabelecida a relação entre a água residual e a ocorrência de certas doenças, começaram a ser construídas no final do século XIX, princípios do século. XX, as primeiras estações de tratamento.

Entretanto, as tecnologias de tratamento desenvolveram-se de tal modo que, se for necessário, a agua residual pode ser tratada e reutilizada como água potável, embora tal seja eticamente inviável.

Sistema de tratamento e elevação das Águas Residuais

O sistema de tratamento e elevação das Águas Residuais do concelho de Angra do Heroísmo é composto por uma rede de drenagem de águas residuais com uma extensão de cerca de 80 km, 6 estações elevatórias e a Estação de Tratamento de Águas Residuais localizada na Grota do Vale (ETAR AH) para posterior descarga no meio natural do efluente tratado de forma a que este se adeqúe aos parâmetros estipulados pela legislação vigente e aplicável

A ETAR AH destina-se a receber afluentes de 5 bacias de drenagem, para uma população no horizonte de projecto (2035) de 25 476 habitantes, referentes às freguesias da Nossa Senhora da Conceição, Santa Luzia, S. Bento, S. Pedro, Sé, Posto Santo e Ribeirinha.

O horizonte de projecto considerado foi com uma vida útil de 40 anos a partir de 1995. As obras de construção terminaram em 1999, tendo sido feito o arranque em Março de 2000, que se caracterizou por vários problemas técnicos e ambientais que conduziram à desactivação da mesma.

Em 2002 iniciam-se obras de remodelação da ETAR que terminaram em 2003, tendo sido feita a cobertura em material de poliéster e fibra de vidra do tanque de homogeneização e dos digestores. A obra de entrada foi também alvo de remodelação com a construção do edifício envolvente.

Os principais componentes deste sistema que abrange as diversas bacias de drenagem do concelho de Angra do Heroísmo são:

  1. Estações Elevatórias

    As Estações Elevatórias (também chamadas como Poços de Bombagem) são utilizadas para a elevação, neste caso das águas residuais produzidas no concelho e provenientes de zonas de drenagem abaixo da cota da rede principal do colector municipal.

    Estes equipamentos permitem ultrapassar as dificuldades de topografia do terreno, tornando possível a ligação de colectores de drenagem com perfis diferentes a um colector central que por sua vez conduzirá o efluente para outra Estação Elevatória ou para a ETAR.

    No total são 6 estações elevatórias:

    1. Atalaia;
    2. Beira-Mar;
    3. Clube Nautico;
    4. Fanal;
    5. Pátio da Alfândega;
    6. Violante do Canto.

    As estações elevatórias são compostas essencialmente pelos seguintes elementos:

    1. Gradagem;
    2. By-pass;
    3. Poço de bombagem com grupos electrobombas (grupos de bombagem).Denomina-se bomba a uma máquina hidráulica capaz de elevar a pressão de um fluido, isto é de lhe comunicar energia;
    4. Válvulas de seccionamento, de retenção;
    5. Reservatório de ar comprimido;
    6. Quadro eléctrico de comando.
  2. Estação de Tratamento de Águas Residuais da Grota do Vale

    De uma forma simplista, poderíamos dizer que a água residual tem basicamente dois estágios de tratamento: Tratamento Preliminar/Primário e o Tratamento Secundário cujo objectivo é “tratar” a água residual bruta para que esta possa ser lançada no meio receptor de acordo com os parâmetros definidos na legislação em vigor.

    No Tratamento Preliminar/Primário são retirados os sólidos grosseiros como pedaços de madeira, pedras areia grossa e fina, e ainda os sólidos suspensos que poderiam danificar os equipamentos da unidade, usando métodos simples como a gradagem e a decantação/sedimentação.

    No Tratamento Secundário, o efluente, já livre dos resíduos maiores, passa por um tratamento biológico onde a carga orgânica dissolvida entra em contacto com microorganismos que a decompõem. Para tanto desenvolveram-se várias técnicas, desde a simples disposição em lagoas, uso de filtros biológicos ou leitos percoladores, e ainda os Tanque de Arejamento (Lamas Activadas).

    Em Angra do Heroísmo a ETAR de AH integra os seguintes tratamentos: preliminar, primário e secundário por leitos percoladores em série de alta carga, o tratamento das lamas e o tratamento da fase gasosa por desodorização via química.

    A escolha do tratamento por leitos percoladores, está relacionado com as vantagens económicas, fundamentalmente as relacionadas com as despesas de exploração com o consumo energético, para além de ser um sistema que, no presente caso, assegura uma maior fiabilidade, pela maior facilidade de exploração e capacidade de adaptação a possíveis perturbações qualitativas dos efluentes devido a descargas anómalas das indústrias.

  3. ETAR de Angra do Heroísmo

    Em 1988 foi elaborado um estudo denominado “Remodelação do Sistema de Águas Residuais da Cidade de AH" cuja solução consistia na construção de instalações gradagem e trituração dos efluentes.

    Posteriormente com a publicação de legislação com níveis de tratamento mais rigorosos elaborou-se um estudo de soluções que indicava a construção de uma única ETAR que culminou em 1994 com o lançamento pelos SMAH de uma empreitada de concepção/ construção.

    Fazia parte dessa empreitada a construção de 6 estações elevatórias e condutas em pressão para a condução de todas as águas residuais da cidade para um único local de tratamento, bem como a construção numa 1ª fase da ETAR em com tratamento apenas primário.

    Previa-se uma segunda fase que iria englobar o tratamento secundário, mas que não fazia parte desta empreitada nem estava programada para um futuro próximo.

    Devido ao conhecimento posterior do custo do troço de descarga submarina e com uma legislação cada vez mais exigente no que diz respeito a descargas de efluentes, e tendo em conta o parecer da Direcção Regional do Ambiente avançou-se com a construção de ambas as fases da ETAR. As obras terminaram em 1999 e a ETAR foi inaugurada a 12 de Julho de 1999.

    O arranque da ETAR deu-se em Março de 2000 com várias dificuldades técnicas, estando relacionadas com as características das águas residuais afluentes ao Sistema que apresentava características para as quais a ETAR não foi concebida nem dimensionada e ainda pelo facto de a Estação Elevatória do Cais da Alfândega, responsável pela elevação de cerca de 90% dos caudais efluentes à ETAR, apresentar um funcionamento irregular.

    As deficientes condições de funcionamento da Estação Elevatória do Cais da Alfândega faz com que um irregular caudal chegue à ETAR e que haja más condições de septicidade decorrentes dos elevados tempos de retenção na conduta elevatória, provocando a libertação de maus cheiros na obra de entrada. A junção de águas residuais industriais às águas residuais urbanas provocou condições de pH desfavoráveis aos processos de tratamento biológico. O resultado foi uma libertação intensa de maus cheiros e uma impossibilidade do arranque do processo biológico pelo que a ETAR foi desactivada poucos meses depois.

    Em 2001, foi feito um estudo das medidas necessárias a implementar para corrigir os problemas do passado e arrancar de novo com a ETAR. As medidas implementadas focaram principalmente a Estação Elevatória do Cais da Alfândega e a ETAR em si.

    Assim foi lançada a 26 de Outubro de 2001 o anúncio do concurso da Empreitada designada de “Elevação e Tratamento das Águas Residuais de Angra do Heroísmo – Intervenções para melhoria do seu funcionamento, cujo Auto de Consignação foi assinado a 19 de Abril de 2002.

    No que diz respeito à Estação Elevatória do Cais da Alfândega, as medidas implmentadas para melhorar o funcionamento minimizando os impactos negativos foram:

    1. Minimizar a frequência de situações de emergência (Fazendo revisões ao gerador de emergência; instalando variadores de frequência; equipamento de controlo; etc.);
    2. Melhorar a capacidade de desempenho em situações de emergência;
    3. Melhorar as condições de operação e manutenção da instalação;
    4. Minimizar os impactos ambientais associados ao funcionamento da estação elevatória.

    Para permitir o arranque da ETAR em boas condições de funcionamento garantindo a eficiência de tratamento requerido, bem como a libertação de maus cheiros, as medidas implementadas foram:

    1. Melhorar a linha processual de tratamento implementando um controlo e correcção eficaz do pH; etc.
    2. Melhorar a libertação de maus cheiros (Cobrindo a obra de entrada; cobrindo os digestores e o tanque de homogeneização; instalando um sistema de desodorização para remoção dos odores do ar).

    As obras acima referidas arrancaram em 2002 concluindo-se em 2003.

  4. Controlo de Odores

    O controlo de odores é uma das preocupações constantes dos Serviços Municipalizados da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo. Assim e devido à libertação de maus cheiros que afectavam os residentes na área envolvente da instalação resultantes da descarga de efluentes industriais, de elevados tempos de retenção dos decantadores primários optou-se por realizar a cobertura de alguns órgãos responsáveis pela libertação de odores e a instalação de um sistema de desodorização em 2 fases com base em colunas de lavagem química do ar.

    Para além destas acções, iniciou-se em Abril de 2009, a plantação de diversas espécies com o objectivo de se criar uma cortina arbórea.

  5. Descarga do Efluente Tratado

    O meio receptor das águas residuais é o mar, em frente da ETAR. A descarga é feita junto à linha de costa, a uma cota permanentemente submersa (batimétrica –0.5m).

    Em termos de legislação, a descarga de efluente no mar, numa zona considerada como “zona normal” obriga apenas ao controlo dos seguintes parâmetros: Carência Química de Oxigénio (CQO) Carência Bioquímica de Oxigénio (CBO5) e Sólidos Suspensos Totais (SST)

    De acordo com o Decreto-Lei nº 152/97 de 19 de Junho que define as condições gerais de utilização do domínio hídrico referentes à descarga de águas residuais nos meios aquáticos, considera-se que as águas residuais tratadas estão conformes se respeitarem, para cada um dos parâmetros individualmente.

  6. Envio de resultados à Direção Regional de Recursos Hídricos e Ordenamento do Território

    A partir de Junho de 2005 iniciou-se a inoculação do 2º estágio do tratamento secundário, com a reparação e substituição do moto-redutor do distribuidor rotativo do 2º leito percolador, estando assim a ETAR a funcionar na sua plena capacidade de funcionamento desde dessa data. Obteve-se assim a licença de rejeição de águas residuais, emitido pela Direcção Regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos, com o Alvará nº R/16/2005.

    A obtenção desta licença implica a obrigatoriedade do cumprimento dos diversos valores paramétricos, limites de emissão ou percentagem de redução.

  7. Avaliação do redimento da estação do tratamento da Grota do Vale

    A evolução do rendimento da ETAR AH, isto é, a percentagem de redução para os parâmetros CQO, CBO5 e SST, podem ser verificados nas seguintes figuras podendo-se verificar que se mantém a situação de conformidade.

Laboratório

Os Serviços Municipalizados da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo estão dotados de um pequeno laboratório onde são analisados alguns parâmetros físico-químicos em águas residuais, que permitem obter informação sobre o processo, permitindo, por exemplo, determinar rendimentos e optimizar um programa de purgas de lamas.

Operação e Manutenção do Sistema Elevatório e de Tratamento

Uma vez que este tipo de sistema assegura a elevação e tratamento das águas residuais, fluído com características muito específicas é dada especial importância à limpeza e conservação das instalações de forma a assegurar condições de higiene e estéticas adequadas.

Por outro lado, a obtenção de elevados parâmetros de qualidade só é possível aliando a informação referente ao processo à correcta operação e manutenção dos sistemas, o que implica reuniões periódicas para um correcto planeamento das acções.

Assim, em Angra do Heroísmo, para além do cumprimento do programa estabelecido, é necessário uma vigilância constante do funcionamento dos órgãos e equipamentos electromecânicos, recolha de amostras de águas residuais e lamas.

É dada especial atenção à manutenção que na maioria dos casos é realizada pelo pessoal afecto, reservando-se o recurso a empresas especializadas em caso de intervenções mais específicas.

As acções de manutenção, pela sua própria natureza têm sempre um carácter prioritário, estando a equipa afecta dotada dos meios necessários quer em termos de meios materiais quer em formas de contacto rápido. Destaca-se assim, o sistema de detecção e envio de alarmes da Estação Elevatória do Pátio de Alfândega que os emite por um sistema de tele-vigilância para os telemóveis dos operadores de serviço 24 horas por dia.


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