Combate aos Roedores

 

  1. Manual de boas práticas de controle de roedores para a Região Autónoma dos Açores
  2. Porque devemos controlar os ratos?
  3. Que espécies de ratos existem nos Açores?
  4. Como se distinguem as três espécies de ratos presentes nos Açores?
  5. O que comem os ratos?
  6. Com que idade é que os ratos se começam a reproduzir?
  7. Quais as épocas de acasalamento?
  8. Qual o tamanho das ninhadas?
  9. Quantas ninhadas pode ter uma fêmea por ano?
  10. Quanto tempo dura a gestação dos ratos?
  11. Qual a esperança média de vida dos ratos?
  12. Quais são os sinais de presença de ratos?
  13. O que são postos de engodo?
  14. Que quantidade de isco deve ser colocada em cada posto, e de quanto em quanto tempo se devem renovar os iscos?
  15. Durante quanto tempo devo manter a aplicação do rodenticida?
  16. Que medidas de segurança se devem adoptar durante uma ação de desratização?
  17. O que é a leptospira?
  18. Como me posso proteger contra a leptospirose?
  19. Medidas preventivas importantes
  20. O Rateiro - Uma crónica.
  21. Memória do passado

 

1. Manual de boas práticas de controle de roedores para a Região Autónoma dos Açores

Veja o manual de boas práticas de controle de roedores para a Região Autónoma dos Açores aqui.

 

 

 

2. Porque devemos controlar os ratos?

Segundo um estudo recente, mais de 50% dos ratos das ilhas de São Miguel e Terceira estão infetados pelas bactérias causadoras da leptospirose. Esta doença, por vezes fatal, afeta frequentemente os profissionais do setor agropecuário e pode provocar prejuízos ao nível da produtividade no setor.

As espécies de ratos presentes nos Açores são um problema para o setor agropecuário, na medida em que:

  • Atacam e destroem várias culturas, com destaque para o milho e a batata;
  • Consomem, destroem e conspurcam alimentos armazenados;
  • Roem e estragam equipamentos e infraestruturas;
  • São portadoras de várias doenças transmissíveis aos humanos e animais, como a leptospirose e várias parasitoses;

Além disto, os ratos podem constituir uma ameaça à biodiversidade, nomeadamente, por predação dos ninhos de aves como o garajau e o cagarro.

 

3. Que espécies de ratos existem nos Açores?

Existem nos Açores três espécies de ratos, todas comensais (aproveitam-se dos alimentos e abrigo que lhes proporcionamos):

  • R atazana preta ou rato de quinta (Rattus rattus);
  • Ratazana castanha ou rato de esgoto (Rattus norvegicus);
  • Murganho ou rato doméstico (Mus musculus).

 

4. Como se distinguem as três espécies de ratos presentes nos Açores?

Saber identificar a(s) espécie(s) presente(s) num determinado local poderá contribuir para a obtenção de melhores resultados aquando de uma desratização. As diferentes características de cada espécie em termos de habitat, alimentação ou comportamento podem condicionar, por exemplo, o local onde os postos de engodo devem ser preferencialmente colocados, o número a utilizar, a distância entre cada posto, o tipo de isco ou armadilha mais indicado para capturar cada espécie. Geralmente é fácil distinguir as ratazanas dos murganhos, devido à diferença de tamanho que existe entre ambas as espécies. Mais difícil será distinguir as duas espécies de ratazanas.

A tabela seguinte demonstra as principais características morfológicas que permitem diferenciar as duas espécies de ratazanas:

 

5. O que comem os ratos?

Os ratos são omnívoros, ou seja, podem aproveitar diferentes fontes de alimento, como acontece com os humanos. Os murganhos têm preferência por cereais e sementes e têm pouca necessidade de água. Os ratos de quinta preferem cereais, sementes, frutas e legumes. As ratazanas de esgoto não têm preferência alimentar, consumindo cereais, sementes, frutos, legumes, carne ou peixe e têm maior necessidade de água que as ratazanas pretas e os murganhos. Em termos de comportamento alimentar os
murganhos são petiscadores e inquisidores enquanto as ratazanas, embora inicialmente mais tímidas, são mais vorazes.

 

6. Com que idade é que os ratos se começam a reproduzir?

Os murganhos entram em idade reprodutiva com 1 ou 2 meses, enquanto as ratazanas começam a reproduzir-se com 2 a 4 meses.

 

7. Quais as épocas de acasalamento?

Nos Açores os ratos reproduzem-se ao longo de todo o ano, desde que as condições de alimento e abrigo o permitam. De qualquer forma, os períodos de maior atividade reprodutiva são a Primavera e o Outono.

 

8. Qual o tamanho das ninhadas?

Nos murganhos o tamanho da ninhada pode variar entre 1 e 12 crias, mas em média nascem 5 a 6 crias por ninhada. Nas ratazanas pretas o tamanho da ninhada varia entre 6 e 12 crias, mas em média estas ratazanas têm 8 crias por ninhada. No caso da ratazana castanha a ninhada varia entre 2 e 14 indivíduos e a média é de 9 crias.

 

9. Quantas ninhadas pode ter uma fêmea por ano?

Os murganhos têm entre 5 e 14 ninhadas/ano e as ratazanas têm entre 4 e 7 ninhadas/ano. O número de crias viáveis por fêmea/ano varia entre 30 e 35 no caso dos murganhos e ronda as 20, no caso das ratazanas.

 

10. Quanto tempo dura a gestação dos ratos?

A gestação dos ratos dura cerca de 3 semanas.

 

11. Qual a esperança média de vida dos ratos?

A esperança média de vida dos ratos no ambiente é de cerca de 1 ano.

 

12. Quais são os sinais de presença de ratos?

Podemo-nos aperceber da presença de ratos diretamente através da observação de indivíduos (a visualização de 1 animal pode significar mais 10 indivíduos na proximidade) ou indiretamente através de:

  • Observação de materiais ou alimentos roídos/conspurcados;
  • Observação de fezes e/ou urina;
  • Observação de trilhos, ninhos, tocas, e/ou galerias;
  • Audição de vocalizações e/ou ruídos originados, por exemplo, pelo roer de objetos e movimento dos animais;
  • Presença de odor em locais pouco ventilados.

 

13. O que são postos de engodo?

Os postos de engodo, também designados de estações-rateiras, são as estruturas onde se colocam os iscos. Existem postos de engodo especificamente concebidos para as desratizações. Estes possuem, além de um sistema de chave/fechadura, um local onde os iscos podem ser fixos, de forma a reduzir o risco de acidentes por transporte do veneno, pelas ratazanas ou animais domésticos para outros locais. Estes são os postos ideais, mas como alternativa podem-se utilizar tubos, frascos deitados, caixas, buracos de paredes e muros ou telhas.

 

14. Que quantidade de isco deve ser colocada em cada posto, e de quanto em quanto tempo se devem renovar os iscos?

A quantidade de isco a colocar em cada posto varia conforme o produto comercial utilizado, as espécies a combater e o nível de infestação do local. Devem seguir-se as indicações inscritas no rótulo do produto utilizado em cada caso. No caso dos anticoagulantes de 2ª geração, em que basta uma única toma de veneno para se atingir o efeito pretendido, mas os animais só morrem alguns dias depois, recomenda-se a técnica de iscagem pulsátil, ou seja, a oferta de pequenas quantidades de raticida no início, com renovações de 8 em 8 dias. As saquetas que não forem roídas devem ser substituídas a cada 3 semanas, uma vez que o produto no exterior vai-se deteriorando e perdendo eficácia. Os postos em que não se verifiquem consumos devem ser deslocados para locais eventualmente mais ativos.

 

15. Durante quanto tempo devo manter a aplicação do rodenticida?

A oferta de raticida deve ser mantida enquanto existirem consumos. No caso dos anticoagulantes de 2ª geração, os postos devem ser reabastecidos semanalmente enquanto se verificarem embalagens roídas ou outros sinais da presença de ratos. Quando o controlo não é completo os animais sobreviventes rapidamente se reproduzem e o tamanho das populações rapidamente atinge ou ultrapassa o tamanho inicial. Por exemplo, se o nível de controlo for de 50% as populações atingem o tamanho inicial cerca de 3 a 4 meses após o final da desratização. Se o nível de controlo for de 90% já serão precisos 11 a 12 meses para isso acontecer.

 

16. Que medidas de segurança se devem adoptar durante uma ação de desratização?

Durante a execução das actividades relacionadas com as ações de desratização devem ter-se os seguintes cuidados:

  • Utilizar vestuário protetor, como luvas, máscara e botas de borracha;
  • Não comer, beber ou fumar durante a manipulação dos rodenticidas, postos de engodo ou outros materiais de risco;
  • Colocar avisos nas zonas em que se aplicam os venenos, para evitar quaisquer acidentes com crianças e animais domésticos;
  • Não colocar o produto junto a cursos de água para evitar a contaminação das águas;
  • Fixar os rodenticidas dentro dos postos para reduzir as hipóteses destes serem transportados pelas ratazanas para outros locais;
  • Recolher e eliminar os resíduos de rodenticida, as embalagens roídas ou conspurcadas e os cadáveres encontrados;
  • Vigiar a vida selvagem e os animais domésticos enquanto decorrem as ações de desratização;
  • Armazenar os rodenticidas longe do alcance de crianças e animais.

 

17. O que é a leptospira?

A leptospira é uma espécie de bactéria espiroqueta, com flagelos periplásmicos que vive nos rins dos ratos. Quando vista através de um microscópio assemelha-se a um ponto de interrogação, seu nome. Entram no organismo principalmente através da pele, olhos, boca e nariz, e os principais sintomas causados por esta bactéria são: febre, dor de cabeça, dores de corpo, vómitos, diarreia e tosse constante.

 

 

18. Como me posso proteger contra a leptospirose?

Para evitar as leptostiras causadoras da leptospirose é muito importante utilizar equipamentos de proteção individual, tais como luvas, máscara, óculos e botas, sempre que contatar com secreções principalmente urina ou tecidos de animais potencialmente infetados. Deve ter esse cuidado sempre que contatar com materiais ou ambientes que possam estar contaminados com estes produtos, tais como o solo, as águas, a vegetação, os comedouros, rações e camas dos animais e todos os materiais utilizados nas desratizações.

Os ratos transmitem doenças letais que poderão colocá-lo a si, à sua família e animais em risco. É importante manter o controlo das pragas.

 

 

É importante também:

  • Controlar a densidade dos ratos;
  • Proteger os produtos alimentares destinados a consumo humano ou animal de uma eventual contaminação por urina ou outras secreções/tecidos de animais infetados;
  • Limpar e desinfetar as superfícies potencialmente contaminadas;
  • Vacinar os animais domésticos;
  • Isolar e tratar os animais doentes ou portadores de leptospiras.

 

19. Medidas preventivas importantes:

  • Guarde o lixo em recipientes fechados;
  • Guarde os produtos da terra (batatas, cebolas, feijão...), assim como rações e outros alimentos em locais protegidos;
  • Não deixe restos de comida em comedores de animais;
  • Não faça silagens em locais próximos de habitações;
  • Mantenha o reduto da sua habitação sem entulhos e outros materiais (madeiras, podas e resíduos);
  • Mantenha os terrenos limpos e sem resíduos de plástico e socas;
  • Limpe com regularidade as casas de arrumos, garagens, sótãos e outros locais de armazenamento;
  • Caso recorra a raticidas, utilize aqueles que são fornecidos por entidades competentes ou adquira raticida contendo o mesmo produto ativo;
  • Caso use raticidas, leia atentamente as instruções de uso;
  • Caso use raticidas, utilize luvas de proteção;
  • Caso use raticidas, coloque as embalagens em locais escondidos e de difícil acesso para crianças e animais;
  • Não coloque raticida junto a fontes de água ou bebedouros de animais;
  • Enterre os ratos mortos sem lhes tocar diretamente (utilize luvas ou envolva as mãos num saco de plástico);
  • Recorra de preferência a métodos de controlo dos ratos que sejam menos agressivospara o ambiente (ratoeiras, cola, medidas de redução da disponibilidade ou abrigo, de alimento e de água).
  • Colocar o lixo na rua sempre dentro de contentores bem fechados e de preferência apenas na altura do dia em que este costuma ser recolhido.
  • Eliminar quaisquer materiais que possam servir de refúgio para os ratos, tais como montes de madeira, telhas, vegetação ou outro lixo/entulho.
  • Tapar/vedar todos os buracos e fendas através dos quais os ratos possam entrar nos edifícios com materiais resistentes aos ratos, tais como telas ou redes metálicas de malha inferior a 0,5 cm (construção anti-roedor).
  • Manter a vegetação rasteira principalmente em redor de certos locais de risco (por exemplo máquinas de ordenha, silos, estufas, serras de batatas e campos de milho ou de outras culturas).

 

  

20. O Rateiro - Uma crónica.

Há dias li no jornal “A UNIÃO” o respigo da seguinte notícia publicada 100 anos antes, que transcrevo ipsis verbis:
“Liga contra os ratos
Não chegará a dusentos mil reis o dinheiro que a Liga contra os ratos tem em cofre para premiar os caçadores d’estes nefastos roedores.
A direcção d’esta benemérita instituição, vendo-se prestes a ter de suspender o seu patriótico mister, acaba de pedir a intervenção do sr. governador civil a fim de que tal não succeda. S. ex.ª immediatamente telegraphou para Lisboa, ao governo, e o mesmo vae hoje fazer a direcção da Liga.”

A propósito ocorreu-me o seguinte acontecimento:

O “rateiro” era um personagem de arrepiar: andrajoso, de aspecto nojento, fazia gala de ser mal amado. Ninguém se aproximava dele sem sentir asco e náusea. Uma saca de serapilheira às costas, suspensa na ponta de um pau de “carrete” que trazia sobre o ombro esquerdo já calejado, era o seu único adereço. Especulava-se sobre o seu conteúdo que jamais alguém vira mas, no entanto, quase todos o adivinhavam. O peso da saca e o desequilibro provocado por uns “calcinhos” de água ardente eram ajudados por um tosco bordão que trazia na mão direita. Deambulava pela cidade sem rumo nem pressa.
Certo dia deu-se um roubo num estabelecimento comercial localizado na Rua do Galo e que era alvo de frequentes visitas dos amigos do alheio: O Falcão.
Dada a notícia à polícia logo os agentes receberam instruções para terem atenção a qualquer indivíduo suspeito. Um guarda que, havia pouco tempo, tinha chegado à Terceira como reforço da esquadra de Angra, ao cruzar-se numa das ruas da cidade com o “rateiro”, abordou-o perguntando o que ele trazia na saca. O nosso homem nem queria acreditar:
- O quê?
- O que tem dentro desse saco? Já disse!
Na rua toda a gente parava. O “rateiro” olhou para a direita, depois para a esquerda e, muito calmamente, respondeu o que para ele era óbvio:
- São ratos!
- Não brinque comigo! – gritou o guarda sentindo que estava a ser desrespeitado por um indigente perante uma crescente assembleia. E fazendo uso do estatuto que a farda lhe conferia e colocando a voz em tom autoritário ordenou:
- Acompanhe-me à esquadra!
O “rateiro” que, apesar do aspecto, não era homem de faltar ao respeito a ninguém, acatou serenamente a ordem da autoridade e lá foi atrás do sr. Guarda a caminho do Largo do Colégio onde se situava, então, o Comando e a esquadra da PSP.
À entrada, a sentinela de mãos suspensas pelos polegares no largo cinturão preto, um guarda antigo conhecedor do meio e que, por ser cliente habitual do “Gadanha”, da “Gruta do Norte”, do “Gaspar”, do “Machado”, do “Escondidinho”, da “Casa do Pico”, do “Avião”, da “Fonte dos Passarinhos” e de todas as outras tascas da cidade quando fazia ronda, ali estava de castigo. Não conseguiu disfarçar o seu espanto. Rodando sobre si foi acompanhando com o olhar incrédulo os dois personagens que, subindo a escadaria se perderam na penumbra do corredor da esquadra.
- O meu subchefe dá licença? – disse o guarda aprumando-se numa continência como “manda a sapatilha” - Tenho aqui um suspeito do roubo do Falcão!
Seguiu-se um silêncio quase eterno. O “Comandante da Guarda” acabou de ler “ União” que levantava com ambas as mãos à sua frente, deu a última fumaça no “comercial de rolo” que lhe tingia os dedos de ocre velho, atirou certeiro a beata para o escarrador de louça colocado estrategicamente junto à velha secretária, e dirigiu o olhar para os vultos à sua frente. A luz peneirada que entrava pela janela virada para o claustro do velho convento iluminava-lhes as faces, realçando a serenidade de um e a ansiedade do outro.
- Com que então temos um suspeito? – disse o subchefe como se estivesse programado para o fazer, enquanto tentava identificar o cheiro que lhe feria a pituitária.
- Sim meu subchefe! Este homem, além de ter um ar suspeito, ainda por cima gozou comigo à frente de toda a gente!
O subchefe colocou-se em posição favorável perante a luz para se certificar do que a sua intuição de lhe sugeria.
Os olhares do “rateiro e do graduado fixaram-se e, sem uma palavra, ambos expressaram um indelével quanto comprometedor sorriso.
- Diz-me então que o suspeito lhe faltou ao respeito à frente de muita gente! – disse o subchefe, enquanto se afastava ligeiramente dos dois homens que permaneciam imóveis lado a lado. – De que forma? – concluiu.
- Quando lhe perguntei o que trazia na saca respondeu-me que eram ratos, meu subchefe.
- Ratos? – retorquiu o graduado evitando, com custo, uma gargalhada aprisionada na garganta.
- Sim, meu subchefe, ratos!
- Isso é grave! É mesmo uma falta de respeito à autoridade!
- Claro, meu subchefe! – disse o guarda experimentando já uma sensação de dever cumprido.
Um novo e interminável silêncio se instalou no escuro corredor.
- Ouve lá! – disse o subchefe dirigindo-se ao suspeito – Não sabes que podes ir parar ao calabouço por falta de respeito à autoridade?
Sem esperar resposta e levantando a voz, enquanto se afastava para a larga porta que separava o corredor da antecâmara dos calabouços, ordenou:
- Mostre ao sr. Guarda o que tem dentro da saca!
O rateiro não hesitou. Desembaraçou com destreza e rapidez o laço que fechava a boca da velha saca de lona e, pegando-lhe pelo fundo, despejou todo o seu conteúdo aos pés do agente, qual rainha Santa Isabel perante o seu Senhor e Rei D. Diniz:
- São ratos, sr. Guarda! São ratos! Eu não lhe dizia?
Por toda a esquadra ecoaram gritos assustadores. Pelas portas dos gabinetes atropelavam-se, curiosos, os agentes de serviço. O jovem guarda desceu os vários lances da escada que o separava da rua sem tocar num único degrau, a acreditar no testemunho da sentinela que, adivinhando o sucedido, ria a bandeiras despregadas enquanto o via desaparecer no canto do correio.
E quando tudo voltava á normalidade dentro da esquadra ainda se ouviam as gargalhadas do velho subchefe que, refugiado num dos calabouços, enxugava as lágrimas que lhe escorriam em cascata pela face. 

 

20. Memória do passado

 

A presença de ratos nos Açores, e as consequentes epidemias e danos causados à agricultura levaram a que a República, poucos dias após a sua implantação, produzisse o Decreto de 11 de novembro de 1910, regulamentado pela Lei de 18 de dezembro de 1912, publicada no Dário do Governo n.º299, de 21 de dezembro 1912, que impôs a obrigação dos proprietários matarem ratos nos seus prédios, diretamente ou através do pagamento de um adicional às Câmaras, que depois usavam essa verba para pagar a rateiros, os quais entregavam os ratos, ou a sua cauda, ao funcionário camarário encarregue da saúde publica.

Apesar dessas medidas, continuaram a surgir surtos de peste no Açores, o que levou à emissão de instruções pela Direção Geral de Saúde sobre higiene e defesa sanitária dos Açores, publicadas no Diário do Governo, I série, n.º107,de 14 de maio de 1929, na sua essência ainda em vigor.

 

 

 


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